* Artigo publicado no jornal Voz de Mulher no mês de maio, mês da família.
Algum tempo atrás, preparando uma palestra para um grupo de pais e professores me veio à memória “O Bancão”.
Puxa! Quanto tempo não me lembrava dele.
“O
Bancão” era um banco de madeira bem rústico que media mais ou menos
1.20m de comprimento e era o apelido carinhoso que eu e meus irmãos
tínhamos dado a ele quando éramos crianças.
“O Bancão” teve um papel preponderante em nossa infância. Era o “Bancão” que servia de mesa para os menorzinhos.
Naquela época os pequenos não comiam à mesa principal com papai e mamãe.
Lembro-me como se fosse hoje, o dia em que me emancipei.
Papai me deixou sentar à mesa com eles enquanto meus dois irmãos
menores que eu permaneciam no “Bancão ”. Fui toda orgulhosa achando que
já era alguém.
Mas... a história do “Bancão” não pára ai; O mesmo também serviu para sermos colocados de castigo quando aprontávamos alguma.
Serviu para subir e esconder a bengala do vovô em cima do armário da cozinha.
“O Bancão” serviu também para brincarmos de casinha e fazermos guisado (comidinha de criança).
Contudo descobri que o seu papel principal era reunir a família e promover o diálogo.
Sempre
à noitinha, depois do jantar que geralmente era às 18 horas, depois que
papai chegava do trabalho e tomava seu banho nós levávamos o “Bancão”
para fora. Digo nós porque era preciso pelo menos dois para carregá-lo. O
danadinho era pesado para nós que éramos pequenos.
Nós o colocávamos na varanda e nos assentávamos ali para ouvir as histórias que só mamãe sabia contar.
Enquanto isso, a noite ia chegando e podíamos ouvir o cantar dos grilos, cigarras e o coaxar dos sapos.
Naquela
época não havia luz elétrica E nem TV, na escuridão víamos dezenas de
luzinhas piscando, eram os vaga-lumes. No céu límpido a lua brilhava e
as estrelas resplandeciam enquanto vinha uma brisa refrescante batendo
em nosso rosto.
Nós ficávamos ali, apreensivos com as estórias e
ao mesmo tempo com um frio na espinha, com medo da escuridão, mas
felizes por estarmos juntinhos.
Quantas famílias hoje precisam ter um “Bancão” em suas casas;
Algo ou lugar que lhes dê um significado, onde a família sempre estará unida; Um referencial!
O
“Bancão” para sua família pode ser a mesa de jantar, o tapete da sala, o
quarto, a sua cama, a sua varanda, seu quintal ou mesmo debaixo de uma
árvore.
Não importa o que seja ou onde seja. O que importa é que
você tenha o seu “Bancão”, porque ali com certeza se criará laços de
pais com filhos e filhos com pais. Marido com esposa e esposa com
marido. Poder olhar olho no olho, ouvirem o que cada um tem a dizer; as
experiências com Deus, os acontecimentos do dia, as frustrações e
temores.
Momentos inesquecíveis que perdurarão para sempre. Tempos que não voltarão mais.
Na última vez que estive em Belo Horizonte, procurei pelo “Bancão”.
Perguntei: - Mamãe onde está o bancão?
- Que bancão? Ela respondeu
- O bancão mãe! Aquele de madeira que a gente sentava nele quando era criança?
- ih! Já foi para o fogo há muito tempo.
Levei
um susto, tinha planos para ele, eu ia levá-lo para casa, cuidar dele e
ostentá-lo em algum lugar importante da casa pois, sempre falava sobre
ele aos meus filhos.
- Mas mãe, o que aconteceu com ele?
- Ficou infestado de cupim e tivemos de queimá-lo senão alastraria pela casa.
Fiquei
com uma dor enorme no coração e um sentimento de perda muito grande,
quase chorei. Meditando sobre isto lembrei-me que as vezes damos mais
importância às coisas do que às pessoas.
Queridos, as coisas
passam, se corroem; o que importa são as pessoas, são as marcas que
deixamos na vida de alguém. Marcas de amor, amizade e compreensão.
Os seus precisam de você hoje! Agora!
Nada deve ser mais importante que sua família a não ser o Senhor Jesus.
O mês de maio é o mês da campanha: “minha família no altar” aproveite e invista em sua família
Se você semear, com certeza você colherá. A Biblia diz que quem muito semeia muito ceifará.
Mês de maio: mês da campanha: “minha família no altar”
Com amor
Márcia Amaral

Maravilhoso ver o quanto nos passamos pela vida e damos importancia a pequenas coisas de nossa infancia.eu também me lembro de quanto minha mãe sentava na sala e nós sentavamos junto a ela para ouvir sua histórias que saudade, realmente temos que dar valor a nossa família.Que Deus continue a lhe abençoa,,,,,
ResponderExcluirQuerida Vania , são pequenas atitudes que fazem a diferença. Marcam a nossa vida, não é verdade. Que o Senhor nos ajude a marcar nossa geração com a nossa vida.
ExcluirObrigada por escrever
Com carinho
Márcia Amaral